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.:: Catedral de Santana ::.
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Patrimonio Histórico
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Catedral de Sant'Anna: construção de taipa realizada
a partir de 1875 e ampliada após 1844 é um dos maiores patrimôios histórico
e arquitetônico da humanidade - pela técnica empregada e hoje não mais
existe, por sua genialidade térmica e acústica e por sua grandeza.
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Em 1785, o Sargento
Mor Felipe de Campos Bicudo era incumbido de cuidar da nova povoação e de
fazer "o risco" da nova igreja, dedicada à "Senhora Sant'Anna". A igreja
"tinha 48 palmos de frente por 140 palmos de fundo" e foi toda em "taipa
de pilão" sob o trabalho de 40 escravos. Esta primeira parte da construção
corresponde à atual nave central. Um barroco colonial simples e de linhas
clássicas. Porta e beirais de madeira e caiados de barro.
O forro acompanhava o telhado e o piso era de terra batida.
Em 1831, sabe-se de despesas para "encascar e rebocar a Matriz". Em 1835,
foi feita a porta principal e a primeira Pia Batismal, de madeira de cedro.
Por falta de documentação nada se sabe das imagens internas. Certamente
seriam esculturas de um barroco tardio, policromadas, provenientes da Coroa,
ou de madeira, ou ainda de terracota feitas por nativos.
Algumas imagens originais, como Nossa Senhora dos
Prazeres, São José, São Joaquim e Santana possam ser encontradas no Museu
Diocesano de Sorocaba. |
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Mãe do Cristo - Mãe do Cristão - Mãe de Itapeva - 1992. Pintura sobre
taipa no Batistério (nave direita). Artista sacro, Cláudio Pastro
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A mesma Igreja foi
ampliada pelos Capuchinhos a partir de 1844, sempre de taipa e com as linhas
gerais de um barroco clássico. Nessa fase, a Igreja ganhou corredores no
alto (balcões) e altares laterais. As duas torres são do final do século
XIX e de início deste. Em 1852, a igreja deixa de funcionar como cemitério
público, muito embora pessoas de destaque continuassem a ser enterradas
ali. São contratados os primeiros artistas: João Nicolau, Adão Alemão e
Mestre Jacó.
Em 1864, contratação dos carpinteiros alemães José
David Müzel e Johan Heirich para entalhar os altares, o púlpito e fazer
serviços no forro. Em 1881, conclui-se a primeira torre, correnpondendo
à torre que está ao lado do clube. Nessa época o forro do altar recebeu
pinturas, assim como era pintada a Santíssima Trindade no altar da talha.
Ignora-se a nacionalidade do artista. Apenas se
sabe, por tradição oral, que foi um foragido da justiça. O piso, até o início
da década de 20, era assoalhado. Em 1898, foram instaladas as imagens do
Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora das Dores, vindas de Paris (França)
e a atual imagem de Santana, vinda de Hamburgo (Alemanha).
Essa imagem é de pinho de riga policromada. Nesse
ano inicia-se a construção da segunda torre, do lado da rua Santana. Dessa
época ainda é o relógio da torre de marca Collins S de Wagner Horloger -
Mécanicien - Rua Montmartre,118 - Paris - France. |
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Relógio (visão interna), instalado na torre da Catedral de Sant'Anna,
foi pre-sente de Hércules de Campos, via-jante da firma paulistana Araújo
Cia. Insta-lado no final do século XIX
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231 ANOS !
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A SEGUNDA REFORMA
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De 1910 a 1927 estiveram
em Itapeva como párocos, padres Agostinianos Recoletos. Em 1911, as torres
foram amarradas por meio de ferragens, pois a segunda torre ameaçava cair
por causa de um grande formigueiro de saúvas. Em 1915, o assoalho do templo
foi retirado e recebeu como pavimento tijolos e ladrilhos. Em 1924, as paredes
de taipa foram revestidas com tijolos, interna e extrema-mente.
As janelas quadradas do colonial transformaram-se
em neogóticas (em moda na época). O forrro não mais acompanhará o movimento
do telhado, mas será reto, recebendo telas aplicadas sobre madeira, com
cola e tachinhas. As pinturas são de "artistas espanhóis" trazidas pelos
padres. Em 1925, o arco romano do altar mor é ampliado tornando-se arco
neoclássico e adornos de desso são aplicado, dando-se feições neoclássicas
ao interior. |
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A TERCEIRA REFORMA
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| O final da década de
60 e os anos 70, pe'riodo pós-Concílio Vaticano II, foi um tempo de reformas
pequenas mas arbitrárias, que acabaram por descaracterizar completamente
a Catedral. |
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Sinos na torre da catedral de Sant'Anna
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A QUARTA REFORMA
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Corresponde a restauração-reforma
realizada entre 1986 e 1992, e deu razão ao livro "Itapeva, um tesouro em
vaso de barro". O mais importante, observado no final desse trabalho, foi
a fidelidade a um projeto único. Uma vez aprovado por todos, e sobretudo,
confiado a um especialista em Arte Sacra, Cláudio Pastro. deixou-se de lado
palpites, idéias antagônicas, fofocas, opiniões diversas, muitas vezez boas,
mas fora de visão do conjunto.
Bispo, padre, engenheiro, arquiteto, conselho paroquial...
todos sabiam-se servos e não senhores da Palavra; tratava-se não de um espaço
qualquer mas do Espaço Sagrado para o bem de todo o povo de Deus.
(in Itapeva, um tesouro em vaso de barro - Cláudio Pastro). |
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