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Quando se fala em turismo, logo
vem em mente a idéia de grandes aglomerações humanas em praias maravilhosas
e eventos e festas grandiosas. É nessa hora que perguntamos: E Itapeva,
pode-ria sobreviver do turismo? Não sejamos extremistas, sobreviver do
turismo talvez seja algo um tanto o quanto utópico, um sonho de todo bacharel
em turis-mo e empresário do ramo. Vale lembrar que nem toda a localidade,
por uma série de questões, possui vocação e potencial para o desenvolvimento
do turismo. Itapeva, porém é um município que se localiza em uma região
natural priviegiada,

Trecho ferroviário entre Itapeva e Apiaí: lindas paisagens.
Ao lado, uma das muitas cachoeiras que embelezam a região
compartilhando em suas terras grandes campos e resquícios de uma mata
de araucária, paisagens típicas do Sul do país; além de estar praticamente
aos pés da Serra de Paranapiacaba, um dos poucos resquícios de Mata Atlântica
do país ainda preservados, além de áres de reflorestamento e agropecuária.
Tudo isso vem de encontro com duas tendências atuais dentro do turismo:
o ecoturismo e o turis-mo rural, duas atividades que caminham em paralelo
e muito semelhantes entre si. Ressaltamos aqui que a atual onda preservacionista
vem crescendo a cada dia, e ganhando cada vez mais espaço na mídia é só
reparar o sucesso que fez o programa "No Limite" da Rede Globo de tevelisão
e o mais novo
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caderno de ecoturismo da revista "Os Caminhos
da Terra", uma das maiores publicações do ramo - além de uma série de outros
exemplos.
O ecoturismo consiste basica-mente na visitação
e conhecimento de locais com natureza privilegiada, como
matas, rios, cachoeiras e outros, podendo ou não estar ligado à prática
de esportes radicais, como o canyoning (exploração de canyons), o boiacross
(descida de corredeiras sobre bóias) e as caminhadas. Para que exista o
ecoturismo, a preservação do meio ambiente sem degradação do mesmo é essencial.
Na nossa região, temos feito diversas incursões para encontrar condições,
e temos sido felizes na maioria dos casos, part-cularmente nas diversas
de nosso município com os municípios de Nova Campina, Bonsucesso de Itararé
e Itararé (locais onde encontramos cachoeiras, canyons, cavernas e trilhas);
Bairro das Pedras (trilhas e rochas para escaladas e prática de Rapel) e
Alto da Brancal, entre outros, além dos municípios vizinhos (Itararé já
possui uma estrutura turística em desenvolvi-mento), isso sem falar na mundialmente
conhecida caverna de Sanna, localizada no Petar, Parque Ecológico situado
em Apiaí e Iporanga, próximo de nosso município. Por sua vez, o turismo
rural visa o contato do homem urbano (principalmente das grandes metrópoles)
com as suas origens no campo. Para que o mesmo exista, necessitamos impreterivelmente
da existência de propriedade rurais produ-tivas, onde o turista possa observar
e eventualmente até participar dos processo de produção
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agropecuários (Ex.:ordenhar, arar a terra, colher, etc.)
além de ter a opurtunidade de desfrutar de

Um dos paredões localizada no bairro dos bananais.
momentos de prazer e descanso, ter uma alimentação caseira e saudável
e uma quebra total de sua rotina normalmente estressante que vive dia-a-dia.
Particularmente em Itapeva e região, nossas raízes
histórico-culturais, como o tropeirismo, se transformam em forte atrativo
e complemento a ser utilizado no turismo rural. Como vemos, em ambos os
casos nossa região tem condições de desenvolver o turismo, bastando para
isso que haja em princípio uma conscientização da iniciativa privada e
preferencial um reforço das autoridades municipais em incentivar o turismo.
Texto: Herus Augusto Santos
Lobo
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